terça-feira, 22 de junho de 2010

Oh no, my friend - parte 3

Hoje trago mais uma parte da história que eu vinha contando. Pensaram que tinha acabado, né? Na verdade, acabou mais ou menos, mas alguns acontecimentos posteriores merecem ser contados.

Cerca de dois anos se passaram desde quando conheci aquele garoto na faculdade e nunca mais nos falamos (e nem nos vimos, aliás). Certo dia, entretanto, eu estava em um restaurante com colegas de trabalho, quando, de repente, percebi que ele também estava ali, acompanhado por um outro rapaz. Jantar a dois.
Fiquei surpreso por encontrá-lo assim, mas não fiquei olhando e nem sei se ele me viu. Senti um pouco de vergonha das minhas atitudes do passado, então achei que ignorar e let go seria minha atitude mais madura.

Mais algumas semanas (ou meses, não me lembro ao certo) se passaram e eu o encontrei de novo, num bar gay. Era um espaço pequeno e fechado, cheio de gente. Eu estava em uma extremidade e ele, na outra, mas ambos nos sobressaíamos um pouco por sermos altos. Coincidentemente, assim que eu o vi, ele também olhou pra mim e nossos olhares se cruzaram por alguns instantes. Não fiquei nervoso e nem tive pressa para disfarçar ou fingir que não vi... Mas virei o rosto para outro lado naturalmente, como se não tivesse visto nada demais, como se não o conhecesse.

Pode parecer um ato hostil, mas foi justamente o contrário. Não o ignorei por desprezo, mas sim para mostrar que eu não me importo. Que eu não estava interessado em fazer nenhuma provocação do tipo "eu sabia", que eu não o perseguia mais, que eu sou de paz, rs. Quem sabe assim, em um próximo encontro casual (/engenheiros), eu não poderia dar um OI sem assustá-lo? Foi pensando nisso que tomei essa atitude pacífica, mesmo que ainda pudesse demorar muito tempo para nos vermos de novo e termos a oportunidade de rir do passado.

Eu disse que poderia demorar muito e, de fato, outros dois anos já se passaram e, agora sim, nunca mais nos vimos. Mas quem sabe um dia?

Um comentário:

Wans disse...

Deixa as coisas acontecerem. Agindo anturalmente as coisas se resolvem da melhor maneira, né?

bjão, Rê!