Estou completamente passado com a safadeza dos homossexuais. A começar por mim. Vou dar um tempo na temporada de contos da velha infância e hoje o assunto é putaria.
Ontem fui com amigos a um boteco no centro da cidade, onde tomamos algumas cervejas, e depois partimos para uma festa no final da Rua 3, numa espécie de pub underground. Duas amigas levaram uma garrafa de vodka e outra de energético, então só posso dizer que foi uma noite divertidíssima da qual minhas lembranças mais parecem cenas de um sonho absurdo.
Em um determinado momento, duas garotas que eu conhecia de vista vieram me falar que um amigo delas é louco para me conhecer. Eu sabia de quem se tratava, mas não tinha interesse em ficar com ele. Porém, elas disseram que “ah, só conhecer, nem precisa ser hoje, deixa rolar” ou algo do tipo. Mais tarde, fui ao banheiro, que era ao ar livre, mas não consegui urinar naquele mictório coletivo sem nem divisória, cheio de gente ao redor – já comentei sobre esse tipo de coisa aqui, né? Tenso.
Na mesma hora, aquelas garotas estavam por perto novamente e o amigo delas também, que acabou puxando conversa comigo, dizendo que me conhecia de tal lugar e eu respondi super simpático, como sempre sou, bêbado. Comentei sobre meu dilema do número 1 (xixi), então ele disse que havia outro lugar onde eu podia fazer e se propôs a me levar até lá. Aceitei. Era nada mais que um beco na área externa do pub. Pedi que ele se afastasse um pouco para eu ficar mais à vontade e ele obedeceu. Depois que terminei, voltei ao encontro dele, que perguntou se eu já havia pegado alguém naquela noite. Respondi que não e perguntei:
- Por que, você quer que eu te pegue?
- Uai...
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Quando passou das cinco da manhã, eu já estava doido para ir embora, com sono e frio, mas eu estava de carona com um amigo que é do tipo que só volta para casa quando definitivamente não há mais opção do que se fazer na rua (mulher pra ele pegar). Depois de esperar por um bom tempo, resolvi ir embora sozinho, pegar um táxi. Assim que saí do local da festa, entretanto, comecei a pensar: já passou das cinco, os ônibus já estão circulando e se eu pegar um na Avenida Goiás, chego em casa em cinco minutos, pagando só dois reais... Um táxi custaria mais de dez. O único problema seria eu ir a pé até a Goiás naquela hora da madrugada, mas quer saber? Eu já andei tanto pelo centro e nunca vi nenhum perigo por ali, então comecei minha caminhada.
Passei por alguns quarteirões fechados e desertos até chegar à Avenida Araguaia, que fui subindo quando, de repente, um carro que vinha descendo começa a andar devagar ao meu lado e o motorista puxou conversa. Bom, o detalhe que me esqueci de contar é que a Avenida Goiás, ali perto, é um ponto badaladíssimo de pegação entre homens na madrugada. Há garotos de programa e também não profissionais que circulam de carro até encontrar alguém que corresponda aos sinais para uma sacanagem. Não que eu participe disso, só ouço falar.
O motorista do carro falou algumas coisas que eu não consegui entender e perguntou aonde eu ia. “Para casa”, respondi sem nem olhar para ele. Tá, olhei de relance uma vez, pra conferir, mas não enxerguei nada nítido - completamente chapado. Então ele falou mais coisas e eu resolvi despachá-lo. Não ia dar conversa para um estranho naquelas circunstâncias, né? Perigoso.
- Não sou garoto de programa – falei.
- Mas não quer gozar gostoso? – ele perguntou.
- Não – respondi e ele foi embora.
Poxa! Que difícil eu sou. Confesso que, depois, me arrependi um pouco, rs.
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Quando cheguei ao ponto de ônibus, havia dois outros rapazes ali, esperando. Em poucos minutos, um ônibus parou e nós três entramos. O único problema é que eu não tinha passagem – aqui em Goiânia não há cobrador nos ônibus, nós precisamos comprar um bilhete antes de embarcar, mas esses bilhetes não são vendidos em todo lugar, então muitas vezes a gente entra e fica em pé, na porta, até passar por algum ponto onde haja vendedor ou, então, até o terminal. Por sorte, eu moro perto de um terminal, então poderia descer lá, pagar a passagem e vir para casa andando.
Assim, eu subi para o ônibus e fiquei perto da catraca enquanto os outros dois rapazes entravam. O primeiro passou pela catraca e o segundo já vinha logo atrás, mas, de repente, não é que ele resolveu encostar o braço no meu pau? Como se ali estivesse lotado de gente se apertando ou como se estivéssemos numa turbulência, mas nada disso. Quase fiquei constrangido, mas logo percebi que ele fez de propósito, pois demorou a desencostar e até esfregou um pouco. Que.bicha.sa.fa.DA!
Então ele entrou e eu fiquei ali, barrado no baile, fantasiando com as obscenidades que poderia fazer naquele ônibus deserto se tivesse um bilhete. Mas não tinha.
Quando cheguei ao terminal, desci do ônibus e o dia já estava claro. Guardei meus pensamentos sem-vergonhas em algum buraco e vim para casa dormir.

6 comentários:
Nossa, vc poderia ter relaxado horrores a noite passada..., eu tb sou assim às vezes, tipo bem que poderia ter "gozado" mais, hshshshs
KKKKKKKKKKKKKKKKKK Mister, sua louca. Acabou a noite no five vs. One porque quiz
Na verdade, o menino da primeira situação eu peguei.
com tanto oferta, COM CERTEZA eu não teria agido como você nesta noite ai. menino, eu tô num estado que cê não tem noção. depois da tal primeira experiência gay mês passado, EU QUERO MAIS! é tão bom!... EU QUERO MAIS! mas o difícil é encontrar alguém pra saciar toda essa minha testosterona.
beijobeijo!
então quer dizer que o senhor faz o puritano e não gosta de gozar na noite? Senta lá! [joke]
Bom, isso ai é uma boa foto de porque muitos heteros tem medo de gays. Esses atirados que fazer a nossa má fama. Porque pra eles nbão importa quem seja ou onde esteja, tendo pinto é o que importa.
Que dia(ou noite)!
Eu também teria agido como você e provavelmente me arrependeria de não ter aproveitado.Não tenho uma vida ativa - entende? - e me arrependo de não ter aproveitado de certos momentos...como dizem: se arrependimento matasse, eu já teria morrido mais de uma vez, rsrsrs.
Quanto ao novo visual do blog: APROVADÍSSIMO!
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