Bom, quanto ao título do texto, trata-se do refrão de uma música do Keane que eu ouvia no momento em que escrevi. Acho que não há nenhuma ligação com a história, mas a sonoridade da música influenciou a minha forma de elaborar o texto e, na falta de idéia melhor, resolvi citá-la no título. Confesso que não é a primeira vez que faço isso, rs.
Enfim, vamos à continuação.
Passei o resto do dia pensando na conversa que tive com aquele garoto, no ponto de ônibus. Pareceu que tínhamos tanto em comum! E eu não estava acostumado a conhecer pessoas parecidas comigo. Cheguei a brincar comigo mesmo, pensando que havia me apaixonado, mas não, era só sentimento de amizade mesmo... E era ótimo!
À noite eu vi que ele me adicionou no msn e eu o adicionei no orkut, mas não nos encontramos online para conversar.
No dia seguinte, quando o vi na faculdade, cumprimentei, mas ele estava numa roda com outros amigos e nem me deu atenção, então não insisti em puxar conversa. Não quis bancar o psicopata de novo; se a afinidade fosse recíproca, ficaríamos amigos naturalmente.
À tarde nos encontramos online e puxei conversa pelo msn. Ele respondeu, mas também não falou muito... Pareceu que, de repente, já não havia mais assunto. Ou ele não estava à vontade. Isso me deixou encanado. Não queria desperdiçar a chance daquela amizade... Então, no desespero, acabei fazendo merda. Achei que, para mostrar que minhas intenções eram boas, rs, o melhor a fazer seria me desarmar contando TODA.A.VERDADE.
Fui até ele de novo. Mais uma vez ele estava com outros amigos e tentou me cumprimentar rapidamente e me despachar, mas eu disse que queria lhe falar uma coisa. Ele se aproximou e eu contei tudo: que era ex-namorado do ciclano e que o procurei porque sabia que os dois se conheciam, mas que, depois de conversarmos, o achei muito legal e gostaria de que continuássemos amigos.
Ele ficou tão tenso que não conseguia nem se mover. Nem a expressão facial mudava, parecia ter sido congelado mesmo! Provavelmente porque aí ele sacou que eu sabia que, além de conhecer o meu ex, eles haviam ficado e que, portanto, "não era gay" uma ova, mas ele não sabia que eu pouco me importava com isso. Ele então balançou a cabeça dizendo algo como "OK" e eu falei que então era isso, "a gente se vê" e fui embora dali.
Resolvi não procurá-lo por alguns dias, até porque ele devia estar ressabiado com esse meu comportamento louco, né? Com razão.
Entretanto, num belo dia ele veio falar comigo pelo messenger e comentou que havia encontrado o meu ex no curso onde eles se conheceram. Fiquei um pouco apreensivo, pois não pedi que ele guardasse segredo sobre eu tê-lo procurado (nem me senti no direito), mas não queria meu ex soubesse. Perguntei se ele comentou algo sobre mim e ele respondeu que sim.
OK, eu enfrentaria as consequencias disso. Meu ex ia ficar puto (como ficou), mas o importante era que aquele rapaz havia falado sobre isso comigo numa boa, então aparentemente não estava tão ressabiado e poderíamos continuar amigos.
Dias depois, porém, ele conitnuou me evitando na faculdade. Fingia que não me via e, quando eu o cumprimentava, ele respondia rapidamente e se voltava para seus outros amigos, que me olhavam sem entender nada.
Nainternet a gente não se encontrava mais, até que eu descobri que ele havia me bloqueado e excluído de seus contatos (todos).
Nunca mais nos falamos.
5 comentários:
Só um detalhe que esqueci de contar (e já acrescentei à parte 1): ele era evangélico.
Caso isso importe, rs.
renato, véio... como é gostoso ler suas histórias. me transporto totalmente a imaginar cenário, personagens, atmosfera... MUITO BOM! parabéns!
mais uma vez me identifiquei com o texto, pois vi que não sou o único a sofrer com a impulsividade e depois me arrepender, porém me senti mais aliviado ao saber das suas "merdas". beijo!
Poisé evangélico..ai esconde mesmo..rsrs
evangélico...imagine a consciência desta pobre alma.
realmente vc meteu os pés pelas mãos, da proxima vá mais devagar.
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