quarta-feira, 6 de julho de 2011

Um parágrafo só

Dia desses um amigo com quem eu não falava há muito tempo me ligou para contar que um amigo dele se interessou por mim. O cara me viu no orkut e me adicionou, então fui ver de quem se tratava e não me interessei muito. Entretanto, um outro garoto que esse cara adicionou (pistoleiro? kkk) me viu no orkut dele e se interessou também, então me adicionou. Esse, sim, era uma gracinha. Entretanto, convenhamos: paquerar pelo orkut é coisa de três anos atrás, no mínimo! Não dei muita credibilidade ao garoto a princípio, mas como ele é bonitinho e eu não tô fazendo nada, resolvi marcar um encontro. Como trabalhamos em um locais próximos, nos encontramos em um bar na mesma região após o expediente, ontem à noite. Me surpreendi com o garoto. Dada a situação em que nos conhecemos, imaginei que ele talvez fosse mais uma bichinha fútil e promíscua, periguete de internet, mas não! Ele disse que só me abordou porque realmente me achou muito interessante, mesmo sem saber se eu era gay, mas que ele não costuma fazer isso, até porque faz pouco tempo que ele admitiu sua sexualidade. E pessoalmente mesmo, ele é discreto, simpático, fofo, tem um papo ótimo. Só temos algumas diferenças culturais, ele é de origem mais humilde e adora música sertaneja, por exemplo, mas em alguns momentos até enxerguei um pouco do meu eu mais jovem nele; ele é universitário e trabalha num call center, coisa que eu também fiz quando era mais novo. Por fim, o encontro foi ótimo. Ele perguntou se rolaria beijo de despedida e eu afirmei que sim, pois estava com muita vontade. Quando respondi isso, até tive uma ereção, mas na hora de por em prática mesmo, alguma coisa aconteceu. Fomos até o meu carro e eu pensava em beijá-lo ali mesmo na rua, mas havia algumas outras pessoas passando por perto e isso me deixou constrangido, então pedi que ele entrasse no carro. Lá dentro, a posição não era confortável e o ambiente ficou um pouco tenso, como se me pressionasse a fazer aquilo. A gente se beijou e foi bom, mas logo eu já estava pronto para me despedir e ele não se cansava de me beijar. Dávamos beijos longos e, nos intervalos, ele soltava exclamações para mostrar o quando estava gostando... Mas pra mim já não estava rolando nada, era um ato mecânico, eu não sentia coisa alguma! Foi me dando uma preguiça. Depois de algum tempo e alguns beijos longos, então, finalmente consegui despachá-lo, com a ajuda da mãe dele que não parava de ligar. Marcamos de nos ver de novo amanhã, para um cinema e pode ser que as coisas deem certo, mas o fato é que, naquele momento dentro do carro, ele sentiu alguma coisa muito boa que eu não senti. Isso é chato. Não quero decepcionar ninguém e, ainda mais importante, estou cansado de não sentir nada. Às vezes penso que sou vazio ou até que não gosto mais tanto assim da fruta.

3 comentários:

pp disse...

"Às vezes penso que sou vazio ou até que não gosto mais tanto assim da fruta."

rê, tu tá me zuando??? :OOOO

gema disse...

De repente só faltou

quimica (do seu lado)

Qdo chegar a pessoa certa

vai rolar

bj

gema

Lessa disse...

Lembra que um dia twittei que me sentia meio assexuada? O que será que tem acontecido com nossos hormonios?