domingo, 10 de julho de 2011

I just came to say hello ♫ parte 1

Ontem eu tinha duas festas para ir: o aniversário do meu amigo Saulo, durante a tarde, e uma outra festa que é produzida por um pessoal conhecido meu, numa boate, fervidíssima. Pensei em ir ao aniversário, ficar até umas sete da noite, depois ir pra casa descansar um pouco e, mais tarde, ir pra balada. Bem, as coisas ficaram um pouco wild e o dia foi mais longo do que uma pessoa comum poderia se lembrar, mas eu não sou uma pessoa comum e vou tentar resumir aqui a quantidade de informação que rolou na noite de ontem.

Tudo começou às quatro da tarde, quando eu saí de casa para ir ao aniversário do Saulo (28 anos), mas antes fui buscar o Dudu (19) na casa do Lucas (20), pois ele havia me pedido carona. Dudu é aquele gordinho safado e drunkoréxico que eu pegava sempre no ano passado, mas depois foi passar uma temporada em clínica de reabilitação e, quando voltou, ficamos só amigos, já que eu estava namorando e, ainda por cima, comecei a achá-lo bagaceira demais para mim. E o Lucas é o amigo dele com quem eu chifrei meu ex-namorado no natal passado e ainda fiquei algumas vezes no começo deste ano, mas depois nos afastamos por diferenças de...? Bom, o garoto é meio porra louca e eu havia acabado de sair bastante ferido de um relacionamento maduro e precisava de outra pessoa para ocupar minha mente, mas definitivamente não me identifiquei com ele, então só ficava por achá-lo bonito e pela expectativa de ter alguém para encontrar na noite, uma distração para que eu não me sentisse sozinho. Acontece que, sem identificação, não fiquei muito inspirado pelo Lucas e nós nunca sequer transamos, fato que o deixou bastante frustrado, então paramos de nos encontrar. Recentemente, porém, nos falamos algumas vezes, trocamos mensagens online e começou a rolar um interesse de nos vermos de novo.

A história com Saulo é a seguinte: ele é amigo de alguns amigos do meu ex, que encontrei num vernissage pouco tempo depois de terminar o namoro. Eles me cumprimentaram com a maior boa vontade e o Saulo estava junto, mas não nos falamos direito. Ele deu certo mesmo foi com o Dudu, que estava comigo, pois os dois tinham alguns assuntos de interesse em comum, então conversaram bastante, trocaram contatos e nós o chamamos pra sair depois de uns dias, então ficamos amigos.

Portanto, ontem foi a festa de aniversário do Saulo, ele convidou a mim e ao Dudu, que me pediu carona e, quando fui buscá-lo, ele disse que estava na casa do Lucas, que é perto da dele. Quando cheguei lá, logo pintou climinha com o Lucas, mas não o chamamos para ir à festa conosco porque achamos que ele não tem nada a ver com a turma do Saulo, então mentimos dizendo que se tratava de uma festa de família. De qualquer forma o encontraríamos de novo mais tarde, na outra festa.
Enquanto ainda estávamos ali na calçada, passou por lá um outro amigo deles com quem eu também já fiquei, mas há quatro anos atrás, quando eu ainda nem conhecia o Dudu e o Lucas. Foi uma história engraçada, porque eu nem imaginei que aquele garoto era tão mais novo do que eu quando o peguei em um show de rock underground, mas depois descobri que ele não só tinha cerca de catorze ou quinze anos como também era colega de sala do meu irmão mais novo no colégio. Coisa boa, hein. Mas só contei essa história para mostrar o quanto tem sido difícil aqui em Goiânia: cheguei a um ponto em que não posso mais cruzar uma esquina sem dar de cara com alguém que eu já tenha beijado, tá ficando chato. Só neste texto, por enquanto, já citei cinco caras com quem já fiquei, incluindo meu ex-namorado. Se você fez as contas e percebeu que tem alguma informação faltando aqui, parabéns. Acontece que é meio que segredo, mas algumas semanas atrás eu fui com o Saulo a uma balada e, na hora de ir embora, nós estávamos tão loucos de álcool que resolvemos nos pegar, mas foi coisa de uma noite só e morreu ali, nunca mais tocamos no assunto e eu não contei pra ninguém.

Enfim, depois de toda essa enrolação, Dudu e eu finalmente chegamos à festa do Saulo, que ainda não era uma festa propriamente dita. Havia cinco pessoas sentadas à beira da piscina do prédio, tomando champanhe. Como eu ainda pretendia ir à outra festa mais tarde, não quis tomar álcool, então tomei um suco que levei e o Dudu não tomou nada porque é drunkoréxico em recuperação. Entretanto, o tempo foi passando e nenhum dos dois resistiu. Enchemos nossas taças e sijogamos. Quando o céu já escurecia, tomei a liberdade de perguntar ao Saulo que horas ele iria servir a torta de frango da qual ele fez tanta propaganda o dia inteiro. Ele falou que iria me servir, mas na mesma hora alguém o chamou em outro canto para dizer que a bebida havia acabado, então ele iniciou uma mobilização para arrecadar fundos e, no fim das contas, pediu que eu o levasse até o supermercado para comprar bebida e também até um confeitaria (em um lado oposto da cidade) onde ele buscaria os docinhos e a torta doce.
Olha, podem dizer que eu sou chato, fresco, egoísta ou o que for, mas acho isso muito desagradável. Quer dizer, se for combinado antes, ok, mas eu fui o único que cumpri com o combinado de levar minha própria bebida (o suco), o único que não fazia questão de continuar bebendo e, ainda por cima, detesto dirigir quando bebo. No máximo faço o trajeto de volta pra casa, mas perambular pela cidade não rola e não é por medo de acidente, é de parar numa blitz mesmo. E outra: o preço da gasolina aqui em Goiânia não tá fácil pra ninguém não. Mas enfim, quem seria chato o bastante para negar um pedido desse, no aniversário do cara? Em um impulso, eu até fui capaz de fazer uma cara ruim, então o Saulo desconversou dizendo que não precisava, mas o Dudu logo me recriminou e disse que é claro que nós iríamos. No meio do caminho, o Saulo falou que se eu precisasse abastecer, ele daria uma ajuda, então pronto, risos. No fim das contas não foi ruim e o Saulo ficou tão agradecido que eu fiquei até um pouco sem graça por ter me incomodado tanto com o pedido. Mas só um pouco, pois continua sendo algo que eu jamais pediria a um convidado numa festa minha.

Quando voltamos ao prédio, subimos até o apartamento do Saulo para colocar as bebidas pra gelar, guardar a torta doce pra mais tarde e aproveitamos para beliscar a torta de frango. Depois descemos para a festa e já havia muito mais gente, então voltamos a beber, aumentamos o som e tudo ficou mais divertido.
Entre as pessoas que haviam chegado depois, havia um cara muito bonito! Alto, corpo sarado, bem vestido... Não é exatamente o perfil de caras que chamam minha atenção, até porque era estiloso demais e dava a impressão de ser meio afetado, mas pelo que ouvi de sua conversa, percebi que ele, na verdade, é tranquilo e bem humorado, até um pouco debochado, o que acho ótimo. Não gosto de quem leva tudo a sério demais. O melhor, claro, é que ele também olhava pra mim de vez em quando, mas ainda era cedo e ninguém tinha pressa.

Continua no próximo capítulo.

3 comentários:

gema disse...

KKKKkkkkkkk

Tá engraçado, continue

então, uma curiosidade, o blog

é tão escondido, vc prefere assim?

bj

ge

Renato disse...

Mais ou menos, Gema... É claro que eu gostaria de ter muuuitos leitores, mas ao mesmo tempo é um pouco arriscado expor tanto sobre a minha vida enquanto eu moro em uma capital relativamente pequena. O ideal seria que o mundo inteiro, exceto Goiânia, lesse o meu blog, hahahaha...
E além disso, não sei se muita gente se interessa por esse tipo de conteúdo.

panda disse...

o meu comentario vai ser uma pergunta la nas mensagens do face kk