sábado, 28 de fevereiro de 2015

I'd rather be, actually...


Quando começou a tocar essa música, que eu adoro, não resisti. Lembro que dançamos muito, ele e eu. Meu amigo, com os amigos dele, já tinham ido embora e me deixado ali, porque eu sumi por um tempo quando fui até o terraço com aquele garoto. Eu o conheci na fila do banheiro, quando ele me passou uma cantada. Apesar de achá-lo um gatinho, preferi não dar corda, porque não senti aquela identificação imediata, não ouvi sininhos, como aconteceu, por exemplo, nas primeiras vezes em que vi cada um dos garotos por quem eu me apaixonei ao longo da vida. Tenho essa coisa com primeiras vistas. Não fui eu que escolhi, apenas percebi que sou assim. Se é pra eu me interessar, eu me interesso logo que bato o olho. Nunca me apaixonei por alguém que eu já conhecesse antes e por quem eu não esperasse me apaixonar. E nos últimos meses eu decidi que não quero mais perder tempo com pessoas com quem eu não sinto essa identificação imediata - acho que este é o nome mais correto para a sensação de que falo. "Amor à primeira vista" parece exagerado, embora eu às vezes chame assim também. Eu sei que esta minha decisão parece um pouco radical, mas, sério, evita muito desgaste desnecessário, constrangimento, misleading e confusão.
Enfim, eu preferi não dar esperanças ao garoto, mas em outro momento lá estávamos novamente, lado a lado, conversando uma coisa ou outra. Não havia muita gente ali, o karaoke já estava quase terminando e ele era bem simpático, então acabou rolando. Subimos para fumar no terraço e lá eu conheci os amigos dele, depois nós dois nos beijamos e, quando ele resolveu levar sua mão um pouco além, eu lhe contei meu segredo obscuro e ele aceitou numa boa, aparentemente.
Quando descemos, foi quando percebi que meus amigos haviam ido embora, mas tudo bem, fiquei ali dançando com ele - depois que encerraram o karaoke, o lugar virou uma balada mesmo e de repente encheu de gente. Quando tocou Rather Be, como eu disse, dançamos muito, acho que estávamos ambos bêbados, foi bem divertido, ele dançava bem e eu também, creio. Foi aí que, de repente, não mais que de repente, ao mover a cabeça para o lado despretensiosamente, eu vejo alguém. Um rapaz bem alto, com um rosto lindo, conversando com algumas amigas e seu olhar cruzou com o meu. Rolou a atração imediata. E eu ali dançando com o barbudinho. Que situação.



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