Bom, já contei a vocês a história do meu primeiro amor, o Adam. Contei também que, depois de quatro anos sem nos falarmos, ele me deixou uma mensagem virtual perguntando como eu estou, justamente no mesmo dia em que tive uma briga com meu namorado atual, certo? Contei ainda que, entretanto, eu nem respondi à mensagem, pois afinal estou feliz com o meu presente e com meu atual namorado (a briga não foi grande coisa) e não preciso de fantasmas do passado me assombrando, certo? Certo, foi o que eu disse. Mas a verdade é que, algum tempo depois, eu resolvi responder, sim, à tal mensagem.
Não que eu tivesse repensado minha felicidade com o meu presente, mas, querendo ou não, devo admitir que o Adam foi alguém muito importante na minha vida e que é muito chato ter uma história mal resolvida assim no meu passado. Apesar de eu já ter superado e já não sofrer mais pelo que aconteceu quatro anos atrás, era impossível esquecer aquela história. Ainda existem muitas coisas que me trazem lembranças do período em que estivemos juntos: filmes aos quais assistimos, lugares onde estivemos, assuntos sobre os quais conversamos, frases que ouvi ou que falei, músicas. Tudo isso me marcou tanto e me incomodava não poder compartilhar com ninguém, por isso resolvi escrever a respeito. Mas melhor ainda seria compartilhar com a própria pessoa com a qual eu dividi essas recordações, mas isso eu não podia, devido ao nosso afastamento. Até ele me procurar de novo.
Portanto, algumas semanas depois de receber uma mensagem que ele deixou para mim no messenger enquanto eu estava off-line, resolvi responder da mesma forma. Para isso, inclusive, precisei readicioná-los à minha rede de contatos, já que eu o excluí dela na época em que percebi que havia mesmo levado um pé na bunda definitivo. Então respondi que estou muito bem, perguntei quanto a ele e falei para ele aparecer online qualquer dia desses para colocarmos a conversa em dia. Mais algumas semanas se passaram e ele respondeu que também estava muito bem, mas que não usa o messenger com frequencia. Enfim, imaginei que ficaria por isso mesmo.
Já fazia quase dois meses desde que começamos essa esporádica troca de mensagens quando, no dia trinta de dezembro, eu o encontrei online. Puxei conversa como quem não queria nada e ele respondeu da mesma forma. Contamos um ao outro sobre o que vem acontecendo em nossas vidas, onde estamos trabalhando, se ainda temos contato com o amigo que nos apresentou e outras amenidades. A conversa já começava a morrer quando, de repente, ele resolveu se aprofundar:
"eu espero que vc não tenha guardado nenhum ressentimento daquela época, até pq eu nunca quis fazer nada pra te magoar
vc eh uma boa pessoa
gostaria mto que não tivesse nenhuma raiva de mim"
"Eu não tenho", respondi. Ele então disse que sempre se sentiu mal pela forma como as coisas terminaram, que ficou com medo de ter me deixado ferido e traumatizado para sempre e que saber que eu estou bem sempre foi muito importante para ele. Nisso tivemos uma longa conversa. Eu falei sobre o quanto nosso relacionamento foi importante para mim e o quanto me marcou, falei que lembro de nossa história com o maior carinho e que minha única frustração era pensar que ele nunca sentiu o mesmo. Então ele disse que eu estava enganado, pois ele também sentiu muito carinho por mim, mas não estava em um bom momento para ter um relacionamento sério. Foi uma conversa extremamente franca e desarmada. No fim das contas, fiquei muito, mas muito feliz por saber que ele se importa comigo e que essa história que eu guardo não foi bonita só pra mim. Depois nós relembramos de algumas coisas do passado, nada demais, só pra descontrair, e até falamos em sair juntos qualquer dia, mas não marcamos nada de fato. Ligamos nossas web cams para nos vermos - sem sacanagem, rs, apenas sorrimos e observamos se o outro mudou muito depois desses quatro anos. E por fim, desejamos um ao outro um feliz ano novo e nos despedimos porque já estava tarde. Preferi ficar só por isso mesmo por enquanto, sem pensar ou programar nada para o futuro, sem expectativas de nos encontrarmos pessoalmente ou de como seria esse reencontro. Naquele dia foi só isso e ainda não nos falamos de novo.
No dia 31, encontrei meu namorado lindo e fomos passar o reveillon em uma festa com os amigos dele, o que foi ótimo. Gosto dos amigos dele e gosto de estar com ele. Segunda-feira que vem é seu aniversário e hoje, depois do trabalho, vou sair para comprar seu presente. =)

4 comentários:
Coisas do passado encomodam quando não estão bem resolvidas, o bom é resolver mesmo e sem fantasiar. Digo fantasiar assim, ficar imaginando como foi bom aquela época e nunca esquecer o cara e não aproveitar seu namorado. Mas ainda bem que vc vive no presente é a melhor coisa a fazer.
situação bastante parecida com a minha. preciso nem falar que me identifico com você, né, colega?? semana passada mesmo fui ao centro da cidade e na volta quase bato na porta da casa meu exxx. fiquei com vontade de dizer que estava bem e que as coisas estavam caminhando para um futuro bem melhor. queria também receber um abraço dele, mas sei lá... segurei minha vontade. depois escrevei sobre essa minha recaída (?) com mais detalhes!
um cheiro, renato!
Ola renato! Primeira vez por aqui e digo que gostei muito do seu blog, suas historias e sinceridade. O Gabuh que me fez essa feliz indicação.
Li as historias sobre seu antigo relacionamento e atual. Fico feliz que vc conseguiu encontrar outra pessoa especial pra superar o seu primeiro amor!
Amor é sempre cruel se apenas um dos lados sente. Eu em seu lugar teria feito o mesmo, conversado numa boa com o ex e mostrar que ta tudo bem! A vida andou!
Bom final de semana!
Abraços!
Oi Re
essa história tá ficando cada vez
melhor...
bj
Gema
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