Descobri que eu tenho uma espécie de vocação para manter boas amizades. Posso não ser a pessoa mais extrovertida do mundo, demorar para me adaptar em ambientes novos, mas quando isso acontece, é verdadeiro.
Tenho uma amiga que sempre fez o estilo político, chegava no bar e passava a noite toda rodando de mesa em mesa, conversando com todo mundo - porque alguns ela de fato conhecia e, outros, conheceu ali mesmo e ficou super íntima em cinco minutos.
Claro que ela é um caso menos típico, mas eu sempre fui também uma minoria. Quando chego a um lugar novo (escola, faculdade, um novo emprego, uma excursão que seja), não sou do tipo que se enturma logo de cara. Às vezes levo meses, semestres ou anos... Às vezes não tenho esse tempo, então saio sem nem ter deixado as pessoas me conhecerem...
Porém, quando há tempo e convivência o suficiente, a gente se conhece com naturalidade e é ótimo. Não é aquele conhecer superficial quando as pessoas têm pressa para se apresentar, se destacar, seduzir, conquistar e depois sumir. Não é uma relação política, é sincero. E é por isso que as minhas amizades ficam.
No meu último emprego, por exemplo, durante meses eu era o caladinho dali, o que passava de cabeça baixa, mas que de vez enquando cumprimentava e, discretamente, até sorria. Com o tempo e a oportunidade, fui conversando mais e mais, aos poucos, com cada um, a gente foi se conhecendo e em quase um ano eu era praticamente o mais querido ali! Tinha amizade com todo mundo, colegas e supervisores, fui até nomeado lider da equipe... Quando resolvi pedir demissão, foi uma tristeza. Depois que saí, até passei lá uma vez ou outra para revê-los, trocava recados por orkut, mas não era a mesma coisa, não tínhamos mais o contato diário...
Ontem então foi o casamento de uma ex-colega e eu fui. Reencontrei todos os amigos e nos divertimos muito na festa. A proximidade era a mesma, a amizade era a mesma e nem parecia que tínhamos ficado tanto tempo afastados... E isso é gratificante.
É aí que eu vejo que vale mais a pena ser como eu, que, embora não se enturme sempre e muitas vezes seja taxado de esnobe ou anti-social, pelo menos construo amizades verdadeiras. E eu falo porque isso já aconteceu várias vezes, com várias turmas diferentes de amigos que fiquei tempos sem ver... Aliás, eu tenho várias turmas diferentes, algumas super antigas e acho que a maioria das pessoas não tem isso. Quando começa a andar com uma turma, esquece a outra. Eu tenho amigos da época do primário, do ginásio, do ensino médio, da faculdade e de muitas outras ocasiões. Mantenho contato com todos e, mesmo que fique um tempo sem ver, quando nos reencontramos é como se ainda estivéssemos juntos sempre.
Já as pessoas que embarcam em relações superficiais e falsamente intensas, tipo aqueles idiotas na primeira semana de um BBB, estão sempre se decepcionando e mudando de turma como quem troca de roupa.
A minha amiga da qual falei no começo do texto, por exemplo, hoje nem sai mais de casa. Percebeu que as pessoas que ela pensava conquistar todas as noites, nas noites seguintes já eram conquistados por alguma outra porra louca qualquer. Agora ela está com depressão e, quando falo que não sai de casa, não sai MESMO. Fica o dia inteiro me ligando pra saber como eu aguento viver em um mundo de pessoas tão superficiais.
Eu simplesmente tenho paciência e busco relações sinceras, mesmo que elas demorem mais para se estabelecer.
Tenho uma amiga que sempre fez o estilo político, chegava no bar e passava a noite toda rodando de mesa em mesa, conversando com todo mundo - porque alguns ela de fato conhecia e, outros, conheceu ali mesmo e ficou super íntima em cinco minutos.
Claro que ela é um caso menos típico, mas eu sempre fui também uma minoria. Quando chego a um lugar novo (escola, faculdade, um novo emprego, uma excursão que seja), não sou do tipo que se enturma logo de cara. Às vezes levo meses, semestres ou anos... Às vezes não tenho esse tempo, então saio sem nem ter deixado as pessoas me conhecerem...
Porém, quando há tempo e convivência o suficiente, a gente se conhece com naturalidade e é ótimo. Não é aquele conhecer superficial quando as pessoas têm pressa para se apresentar, se destacar, seduzir, conquistar e depois sumir. Não é uma relação política, é sincero. E é por isso que as minhas amizades ficam.
No meu último emprego, por exemplo, durante meses eu era o caladinho dali, o que passava de cabeça baixa, mas que de vez enquando cumprimentava e, discretamente, até sorria. Com o tempo e a oportunidade, fui conversando mais e mais, aos poucos, com cada um, a gente foi se conhecendo e em quase um ano eu era praticamente o mais querido ali! Tinha amizade com todo mundo, colegas e supervisores, fui até nomeado lider da equipe... Quando resolvi pedir demissão, foi uma tristeza. Depois que saí, até passei lá uma vez ou outra para revê-los, trocava recados por orkut, mas não era a mesma coisa, não tínhamos mais o contato diário...
Ontem então foi o casamento de uma ex-colega e eu fui. Reencontrei todos os amigos e nos divertimos muito na festa. A proximidade era a mesma, a amizade era a mesma e nem parecia que tínhamos ficado tanto tempo afastados... E isso é gratificante.
É aí que eu vejo que vale mais a pena ser como eu, que, embora não se enturme sempre e muitas vezes seja taxado de esnobe ou anti-social, pelo menos construo amizades verdadeiras. E eu falo porque isso já aconteceu várias vezes, com várias turmas diferentes de amigos que fiquei tempos sem ver... Aliás, eu tenho várias turmas diferentes, algumas super antigas e acho que a maioria das pessoas não tem isso. Quando começa a andar com uma turma, esquece a outra. Eu tenho amigos da época do primário, do ginásio, do ensino médio, da faculdade e de muitas outras ocasiões. Mantenho contato com todos e, mesmo que fique um tempo sem ver, quando nos reencontramos é como se ainda estivéssemos juntos sempre.
Já as pessoas que embarcam em relações superficiais e falsamente intensas, tipo aqueles idiotas na primeira semana de um BBB, estão sempre se decepcionando e mudando de turma como quem troca de roupa.
A minha amiga da qual falei no começo do texto, por exemplo, hoje nem sai mais de casa. Percebeu que as pessoas que ela pensava conquistar todas as noites, nas noites seguintes já eram conquistados por alguma outra porra louca qualquer. Agora ela está com depressão e, quando falo que não sai de casa, não sai MESMO. Fica o dia inteiro me ligando pra saber como eu aguento viver em um mundo de pessoas tão superficiais.
Eu simplesmente tenho paciência e busco relações sinceras, mesmo que elas demorem mais para se estabelecer.
3 comentários:
Concordo plenamente, tem muita gente que não consegue aguentar aquele periodo normal de quietude antes de fazer amizades e saem querendo companhias de qualquer um e se envolvendo, Amizades verdadeiras mesmo são aquelas demoradas e dificeis, que dão brigas e depois as pessoas voltam a se falar, que não esta sempre ali mas quando pode mostra seu interesse. é diferente quando se vive num mundo onde tudo tem de ser rapido e as pessoas desaprenderam a conversar, manter relacionamentos aí da no que dá, as pessoas acham normal e ficam ai confiando em qualquer um, numa dessas pegam uma Ivone de psicopata rsrs . E isso e serio vi tanta coisa sobre aquele livro mentes perigosas que me assustou.Rsrs.
Somos muito parecidos nisso. Eu sou tímida e não tenho facilidade para me enturmar. Prefiro ficar na minha quando estou em um ambiente estranho. Na verdade nem é tanto uma questão de preferência, eu simplesmente não sou uma pessoas extrovertida e a timidez pesa em ambientes estranhos. Prefiro conhecer as pessoas com calma e manter relações verdadeiras do que forjar uma intimidade instântanea com alguém.
beijos
No meu caso também não foi bem uma escolha, eu também sou tímido. Mas antes eu sofria com isso e hoje vejo que é uma coisa natural.
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