Tudo começou em fevereiro de 2007. Era um dos primeiros dias de aula do semestre na turma do quinto período matutino do curso de publicidade. Eu estava sentado mais ou menos na terceira cadeira de uma das filas do meio da sala, ao lado da minha colega Talita, começando a aula de mídia com o professor Alexandre. De repente, um rapaz entra na sala. A porta ficava na parede de trás da sala, lado esquerdo. Me virei discretamente para ver quem era e foi aquele susto: um rapaz lindo. Não era da nossa turma, devia estar mais adiantado no curso e precisava pegar só aquela matéria. Nunca o tinha visto antes. Ele veio andando e passou na nossa frente para se sentar em uma cadeira no canto direito. Não fiquei olhando para não dar pinta, mas minha colega Talita só esperou o rapaz se sentar para virar o pescoço e dar uma conferida, rs. Chamei ela de repente e falei, brincando:
- A aula é ali na frente, filha.
Ela riu toda sem graça e depois me perguntou:
- E aí, você acha que tá pra mim ou pra você?
- Pra você - respondi.
É, realmente achei que ele parecia ser hétero. E por isso nunca dei muita atenção nas outras vezes em que o vi por ali durante aquele semestre.
Seis meses depois, porém, eu havia me mudado para a turma da noite e estava sentado na sala, conversando com algumas amigas quando percebi que ele havia se sentado algumas cadeiras atrás de nós, no fundo, junto com outras garotas... E foi aí que, olhando de relance, eu tive uma impressão diferente. O jeito de conversar, o sorriso, a amizade com as meninas... Opa, será!?!?
Eu quase tive certeza. E essa possibilidade me deixou altamente interessado.
Dali em diante, eu comecei a reparar nele em todas as aulas. Quero dizer, duas vezes por semana, porque ele só pegava uma matéria conosco e sempre se sentava ali na frente, no lado direito, encostado na parede, junto com uma amiga. Eu ficava observando e praticamente já tinha certeza de qual era a dele, mas o engraçado é que ele nunca nem sequer olhava pra mim. E convencido que sou, sempre tenho a confirmação de que um cara é gay quando ele olha pra mim, porque percebo o interesse, hahaha... Mas ele não estava nem aí, só conversava com a amiga dele e com mais ninguém, era super misterioso, uma icógnita na sala.
O tempo foi passando e aquele mistério me seduzia cada vez mais. O pior é que eu não conseguia ser muito discreto e, uma vez ou outra, ele até olhou pra mim, provavelmente porque percebeu que eu estava olhando... Mas aí eu outro lado com a maior naturalidade, disfarçando bem. Quando dei por mim, eu já ficava ansioso nos dias em que eu sabia que ele assistiria aula na nossa sala e pensava nele nos outros dias! Sem nunca termos trocado uma palavra!
Chegou um momento em que admiti para mim mesmo que estava completamente... Louco de vontade de conhecer aquele cara!
Decidi compartilhar isso com alguns amigos e eles ficaram me incentivando a puxar conversa de alguma forma, dar um jeito de me aproximar dele... Mas eu morria de medo. Ficava apenas contemplando de longe aquele lindo rapaz misterioso, sentindo meu coração bater cada vez mais forte.
5 comentários:
É um que vc já comentou dele no outro blog que vc tinha?
A maneira como você escreveu me deixou como poucas vezes me senti:
com vontade de amar e ser amado.
adorei.
Voltei hoje para dar uma olhadinha, rsrsr e já recomendei o blog para alguns amigos.
kkkkkkkkkk marcante aqueles zói verde ne? kkkkkk Fiii vc era amigo da talita?? Ou esse é um nome representativo? rsrsrs
affff a anônima sou eu uai, não quer sair meu nome...
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