I believe in love. Always have. Não sei por quê, mas sempre tive isso. Quando criança, achava que deveria haver sempre alguma menina por quem eu fosse apaixonadinho. Ou simplesmente já havia uma ali. Eu escrevia cartas, poemas. Minha coleguinha da escola sempre os rasgava. Mas eu não desistia e também não tenho muita certeza do que realmente aconteceria se aquela paixonite fosse correspondida. Não sabia nem o que de fato eu queria conquistar, eu apenas curtia estar apaixonado. Por alguns anos, meu alvo foi uma mesma garota, mas depois veio outra e depois outra e depois outra. De repente eu já estava na adolescência, com meus quinze anos e mais preocupado em fazer amigos do que namorar. Obviamente, nunca fui uma criança popular na escola. E naquela fase isso começou a me incomodar mais do que nunca. Eu queria simplesmente fazer parte de uma turma, até que consegui. De forma peculiar, através de meios escusos, mas consegui. Ninguém parecia se incomodar com o fato de que eu era muito diferente de todos ali. Acho que eu nem percebia, até um garoto apontar. Ele veio até mim e questionou o meu jeito de ser, queria entender por que eu parecia sempre chateado, pareceu se importar. Com ele, eu comecei a conversar muito mais abertamente do que com as outras pessoas. Ele tinha potencial para ser o meu primeiro melhor amigo. Mas aquele romântico incurável que vivia em mim ressurgiu e passou a querer mais do que isso. Eu não o queria só como amigo, queria que ele fosse meu e que juntos pudéssemos assumir que realmente éramos diferentes de todos ali, mas que tínhamos um ao outro. Ele foi o novo alvo da minha paixão. E ele foi um pouco diferente das garotas de quem gostei antes, porque ele não me desprezava, mas, apesar disso, o sentimento que ele tinha por mim não era igual ao que eu tinha por ele. Ele só queria, de fato, que eu fosse um amigo, igual aos outros que ele tinha. Aquilo não me bastou e tudo ficou muito confuso. Nós nos afastamos e eu chorei bastante quando toda aquela expectativa que eu criei caiu por terra. Seis longos meses se passaram (naquela época, isso era bastante tempo) e, finalmente, surgiu outra pessoa. Outro garoto. Não aconteceu da mesma forma, eu não estava apaixonado, mas simplesmente vi ali a possibilidade de finalmente ser correspondido em algum nível. Comecei a dar brechas e ele também. Até que um dia aconteceu, criei coragem e pedi um beijo. E ele me beijou. E foi embora.
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