Sabe, logo que meu namoro terminou, eu não me permiti sofrer. Ele não merecia essa atenção. Então tratei de manter minha mente ocupada e, pra isso, já fui logo ficar com outra pessoa e também me aproximei mais da minha família, busquei fazer mais programas com meus primos, meus pais, minha irmã...
Entretanto, de repente pareceu que tudo desmoronou de uma vez. Primeiro o lance com o peguete novo não deu certo e, na mesma semana, minha família sofreu uma perda terrível e ficou extremamente abalada. Foi péssimo. Mas para piorar um pouquinho, adivinha quem resolveu dar as caras novamente nessa mesma época? O ex. Ele teve a suposta solidariedade de comparecer ao enterro do meu tio. Sei que parece uma atitude bonita, mas dar de cara com ele ali, num momento de tanta fragilidade, me fez muito mal. Eu nem falei com ele direito. Sei que ele é amigo das esposas de dois primos meus e pode muito bem alegar que estava ali por elas, mas eu tenho certeza de que também pensou em me oferecer algum apoio e conforto, mas oi, eu não quero isso dele. Não quero isso de alguém que não teve carinho, atenção, consideração e respeito comigo quando estávamos juntos. A lembrança que eu tenho dele é de alguém que me fez mal. E não é no ombro dele que eu vou chorar em um momento difícil. Não confio nele a esse ponto. Já me decepcionou demais para uma vida só.
No mesmo dia do velório, havia na cidade uma festa à qual eu já havia combinado de ir com alguns amigos. Claro que eu já não estava muito no clima, mas, ao mesmo tempo, talvez fosse bom sair para espairecer um pouco, então eu fui. Assim que cheguei lá, dei de cara com o ex de novo. Ele fez questão de me cumprimentar com um abraço e um beijo no rosto, mas depois eu o ignorei completamente. A noite foi divertida mesmo assim, encontrei vários amigos e consegui me distrair. Só no fim da noite, porém, que a presença dele começou a me incomodar. Fazia mais de um mês que nós havíamos terminado e eu ainda não havia tirado um tempo para sentir a sua falta. Mas vê-lo ali e não estar junto a ele me fez sentir a dor de ter sido descartado. Foi um estímulo visual para eu confirmar o que sempre soube durante o relacionamento: ele não me amava de verdade. Nunca me valorizou.
Passei uma semana inteira deprimido, pensando nisso e sem ter a que recorrer. Não havia mais um peguete novo para me distrair e quando eu me voltava para a família o clima era de luto. Chegava a momentos em que eu já não sabia mais pelo que eu deveria me sentir mal, pelo que o ricardo fez comigo, pelo meu tio que faleceu, pela minha família que estava arrasada, enfm... Quando chegou a sexta-feira, véspera de feriado prolongado de carnaval, resolvi sair de novo com meus amigos, que era a única forma de eu não afundar na depressão, mas quem disse isso? Quando estava na fila para entrar na festa, chegou, de novo, o ex namorado, novamente com seu beijo e abraço. Eu logo previ que aquilo não daria certo para mim e quis ir embora, mas meus amigos insistiram para eu ficar e acabei cedendo.
Essa vez foi pior que a anterior. Não foi só no fim da noite que eu me senti mal, foi o tempo todo. Era horrível pensar que a companhia de uma pessoa me fazia tão bem e que hoje essa mesma pessoa está melhor sem mim. E como se não bastasse, uma outra pessoa apareceu na festa também, alguém que traz lembranças de uma outra época em que eu também me senti muito rejeitado. Resultado: cheguei em casa chorando aos berros.
Foi um péssimo início de carnaval. Um péssimo início de ano. Mas ao longo do feriado, algumas coisas legais aconteceram e depois eu escrevo melhor sobre isso. Hoje eu já estou um pouco melhor e mais forte. Com algumas histórias novas para contar, mas vamos fazer uma pausa para o café.
4 comentários:
Twitter anunciando sua volta!rs É chato ver gente manipuladora... creedoo, ele é um stalker?rs So o tempo mesmo e se distraindo pra esquecer tantas dores, e olha, que eu saiba vc quem decidiu e muito bem decidido terminar a relação,não fica se achando rejeitado e lembrando de outros casos(alias lembrar pra q?) pq isso te derruba, muita tristeza deixa ate a pessoa stressada. Vai relaxar, sei la procura um lugar longe, pessoas novas, essa cidade e dificil pra deixar de encontrar alguem. Entra num curso, faça algo pra conhecer outras pessoas, algo diferente e escreva, sempre escreva pq isso é muito terapêutico.
Olha, meu conselho é que você curta sua fossa.
Chore, sinta a falta. Permita-se ter esse momento. Faz parte.
Depois você sai sozinho dela e aí realmente com tudo superado.
"E felizmente também, vc e eu estamos superando os términos de nossos namoros, né?". É... Estamos! rs Apesar d'eu ainda pensar nele todos os dias, já ter sonhado com ele me comendo três vezes e ainda ter aquela mania de olhar pra casa do sujeito TODA VEZ que saio e entro no cursinho, pelo menos a distância física e qualquer outro tipo de contato, enfim eu consegui dar um basta! Segurei a periguita, né!?
Até que eu não me envolva com alguém que me cative como ele me cativou, ainda vou continuar tendo essas lembranças e me masturbando com imagens dos nossos amassos vindo em minha mente... Ah, e mesmo morando numa ilha pequeníssima, acredita que em todo esse tempo que nos afastamos, ou seja, pouco mais de um mês, nunca mais o encontrei em lugar algum?? Sorte a minha, né!?? O que me motiva a seguir em frente agora é a satisfação em saber que tenho infinitas páginas em branco no meu blog pra compartilhar um tantão de outras histórias. Positividade sempre, colega.
Um cheiro!
Dei férias por tempo indeterminado ao senhor coração. As vezes esse jogo cansa.
bom finde
Postar um comentário