Bom, após uma série de perdas de paciência, indelicadezas da minha parte, vinte dias sem nos vermos (dos quais eu já estava na cidade nos quatro últimos - incluindo final de semana) e sem nos falarmos direito, meu namorado e eu finalmente nos encontramos para conversar e pôr um fim ao relacionamento.
Fiquei um pouco aliviado por já querer isso há algum tempo, mas, surpreendentemente, senti um certo pesar e percebi que vou sentir falta de alguns bons momentos que passamos juntos. Mas a vida é assim.
O que me deixou encabulado foi a semelhança da sequencia de acontecimentos de um ano atrás. Quero dizer, em 2008 eu conheci um garoto com quem comecei a sair em setembro e de repente virou namoro sério, mais do que eu gostaria. Fui levando, mas em janeiro de 2009 eu viajei e, quando voltei, ficamos alguns dias sem nos vermos e resolvemos terminar. Agora foi praticamente igual, começamos a namorar em setembro de 2009, em janeiro eu viajei e, quando voltei... A mesma coisa! Sem falar que os dois namorados eu conheci através da mesma turma.
Anyway, isso também me lembrou que, no ano passado, após terminar o outro namoro minha vida caiu em um profundo marasmo, já que eu terminei a faculdade, não estava trabalhando e não tinha o que fazer. Passava os dias em casa angustiado inventando passatempos. Hoje eu vejo que esse período foi até importante porque serviu para que eu parasse e pensasse no que iria fazer da vida dali pra frente, em relação a que rumo tomar na minha vida profissional, mas passar por isso de novo seria sufocante.
OK, desta vez é diferente porque eu já tenho um projeto em vista: o espetáculo infantil. Quero dizer... O Lulu (apelido que inventei para o diretor da peça) me disse no mês passado que o elenco de apoio (= eu) só entraria no processo no fim de janeiro, então estou esperando... Acho um pouco estranho ele nunca ter ligado até hoje, mas vou esperar até que o mês acabe - é a lógica, né?
Enquanto isso, no lustre do castelo... Um conhecido me ligou na semana passada contando que ele está montando a peça "O Rei Leão" com outra companhia e que o ator que faria o Scar (vilão) havia desistido de continuar, então eles estavam procurando outro ator e sugeriu que eu fosse fazer o teste hoje. Confirmei presença, mas depois fiquei um pouco em dúvida, pois já ouvi horrores sobre essa companhia - que é tudo mal feito, que o diretor enrola e demora para pagar os atores ou nem mesmo paga. Além disso, assisti a uma peça deles recentemente e achei bem ruim. Portanto, resolvi que, se for continuar essa carreira este ano, que seja com o grupo grande e profissional no qual eu já entrei, mesmo que seja compondo o elenco de apoio, então nem mesmo fui fazer o teste hoje.
É isso.
O texto poderia terminar aqui, mas alguém estranhou o "se for continuar essa carreira este ano" no fim do parágrafo anterior?
Ai, gente, sei lá, acontece que enquanto eu estava em São Paulo passeando eu pensava comigo mesmo: "Poxa, como eu gostaria de fazer isso mais vezes, vir aqui, viajar, sair à noite, comprar coisas..." E como eu gostaria de não ficar tão preocupado em economizar, em não gastar muito, em não gastar nada. Lembrei que na época em que eu trabalhava eu não tinha essas preocupações, tinha a certeza de que no fim do mês entraria um dinheirinho novo. Agora não tenho mais isso. Senti uma falta!
E quanto à rotina? Agora que voltei a Goiânia, terminei o namoro e bateu aquele medo de ficar como no ano passado, sem o que fazer, pensei em como seria bom ter algo para fazer todos os dias, metas a cumprir, pessoas com quem me relacionar... Cansei de acordar tarde, cansei de ficar desocupado e sozinho em casa o dia inteiro.
Pensei em fazer o que eu programava para quando NADA MAIS DESSE CERTO: estudar para concurso. Primeiro eu me matricularia em algum cursinho e isso só já daria uma levantada no meu astral, pois já seria um compromisso. Imagina acordar cedo todos os dias, ir para a aula, encontrar os colegas, voltar para casa e estudar? Gente, há ANOS que eu não faço isso! Seria como voltar aos tempos do colégio, que delícia... Sim, pois na faculdade eu nunca estudei, rs. E quase não tinha aulas também. Depois esses estudos poderiam me render uma aprovação em algum concurso e, aí sim, eu teria um ótimo emprego, um bom salário todo mês e poderia me programar para viajar nos feriados, nas férias, ir a São Paulo ou aonde eu quisesse! Ai que vida boa.
Isso é o que minha mãe fala para eu fazer desde que terminei a faculdade. Ou até antes disso. Acontece que eu não tinha disposição. Sabia que poderia levar anos para eu ser aprovado em algum concurso e não tinha paciência para simplesmente parar para estudar: queria viver minha vida logo, trabalhar logo, fazer teatro, ir a festas, namorar... Eu tinha acabado de terminar um curso superior, não tinha paciência para voltar a estudar imediatamente.
Mas agora eu já tive um ano inteiro para viver minha vida, fazer teatro, ir a festas, namorar... Acho que eu não me incomodaria em focar em algo mais sério por um tempo a partir de agora. E isso é algo no que eu teria apoio dos meus pais, ou seja, eles provavelmente pagariam o cursinho.
Mas agora eu já tenho um compromisso. Aliás, quando eu começar os ensaios do espetáculo infantil, provavelmente vai passar esse desânimo com a carreira, já que voltarei a ter uma rotina, metas a cumprir, um trabalho com o qual me envolver, pessoas com quem me relacionar. Em junho termina a temporada e aí eu poderei fazer um balanço: se a questão financeira continuar pesando e se eu preferir uma vida mais estável, vou estudar pra concurso; se esse envolvimento me der de volta a certeza de que quero continuar nesse caminho apesar dos pesares, procurarei novos trabalhos (que acredito que não faltarão).
Então agora eu devo esperar até o fim de janeiro. Esperar o Lulu me ligar e o meu trabalho na peça começar... Se tudo der certo e eu fizer mesmo, em junho tirarei alguma conclusão.
Se por algum acaso eu acabar não entrando nesse espetáculo, em fevereiro vou para o plano B (estudar pra concurso), mas sem nenhum ar de derrota! Será uma escolha minha!
UFA! Hoje eu escrevi!
Um comentário:
E como escreveu! quase não conclui, rsrs, brincadeira, você escreve de uma maneira que é super fácil de entender e ler - talvez por pensar como a gente, rsrsrs.
E quanto ao cursinho, foi a decisão que tomei.Em março começo cursinho - no meu caso é para o vestibular - e tenho fé em tomar uma decisão concreta para a minha vida no fim desse ano.Estou com 20 anos e graças às minhas dúvidas não fiz faculdade - para desespero dos meus pais, mais da minha mãe, pois se dependesse do meu pai, seria "BÓIA FRIA" rsrsrs...
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