segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Não é só com os homens

Lembrei de uma história que tem a ver com o assunto do post anterior e que chega até a ser engraçada!

Em julho do ano passado, minha amiga Michele e eu fomos a um centro espírita de candomblé, conhecer um pouco dessa cultura e aproveitar para recorrer até a forças espirituais para pedir uma luz em nossas conturbadas vidas amorosas, rs.

Na fila para conversar com o Exu que estava incorporado no pai de santo, a Michele, extrovertida como só ela, começou a conversar com a garota que etava na nossa frente, que já frequentava o lugar há mais tempo e ela tirou algumas dúvidas que tínhamos, contou algumas histórias e assim fomos conversando. A Michele, indiscreta como só ela, acabou comentando que queria pedir ao santo conselho para lidar com a mulher por quem ela estava apaixonada... A menina se assutou um pouco e perguntou se a Michele era lésbica, ao que esta explicou que era bissexual homoafetivo - longa história que não vem ao caso.
Enquanto isso, eu fazia cara de paisagem olhando para o alto para evitar qualquer constrangimento, mas não tive escapatória, a menina logo me perguntou: "E você?"
Já que não tinha nada a esconder, respondi logo que sou homossexual. Tive a impressão de que ela fez um sorrisinho de impressionada, mas tudo bem, ficamos ali até chegar nossa vez de falar com a entidade e depois fomos embora. Não sem antes de trocar meios de contato virtual com a menina da fila, claro.

Alguns dias depois a adicionei no orkut e ela veio com uns recados prolixos e escritos de forma curiosa, tipo:
"Você anotou meu telefone? PS: Se você não anotou meu telefone, me passe o número do seu telefone por e-mail que eu respondo ao e-mail e já mando o meu número de telefone."

Sempre que eu entrava no MSN, ela vinha imediatamente puxar conversa e dizia que precisávamos marcar de ir qualquer dia ao shopping ou qualquer outro lugar, "pois gostei de você e acho que poderemos ser grandes amigos."
Ai, não, a menina encasquetou que quer me ter como amigo gay.
Não sou muito do tipo "amigo gay cute" que faz tranças no cabelo e dá conselhos sentimentais, rs.

Só sei que era sempre essas conversas a ponto de eu ter que bloqueá-la no msn e só desbloquear de vez em quando para não dar na cara.
Até que um dia, depois de muitos meses nessa situação, ela perguntou o que eu havia feio no fim de semana e eu respondi:
- Fui a um bar gay com amigos.
- Você foi só para conhecer? - ela perguntou.
- Não, na verdade eu já fui lá várias vezes.
- Você vai com a Michele?
- Às vezes, sim, às vezes com amigos...
- Mas você não é gay, é?
- Ué, aquele dia no centro de candomblé você não me perguntou isso?
- Você disse que era hétero.
- Ih, você deve ter escutado errado.
- OK, não tenho preconceito.

E nunca mais falou comigo.

2 comentários:

Marco disse...

*FUEN*

mas juro q fiquei mais curioso em saber o encontro com o pai de santo ahaahuahuahau

Anônimo disse...

ELA QUERIA PICA.